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06 Dez 2017 16:41

Prefeito recebe relatórios positivos sobre o saneamento

Texto e Foto: SAAE

A agência reguladora e fiscalizadora dos serviços de saneamento de Sorocaba (ARES-PCJ) apresentou ao prefeito José Crespo, e ao diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Ronald Pereira da Silva, mais um relatório de monitoramento da atual situação em Sorocaba, cujos resultados mostraram parâmetros positivos.

 Desde junho deste ano a cidade é filiada à agência reguladora, em atendimento às exigências da Lei Federal 11.445, que estabelece a obrigatoriedade de fiscalização externa das operadoras de saneamento.

 No relatório apresentado à Prefeitura e à autarquia, o parecer final apontou “nenhum parâmetro em desconformidade com a legislação vigente”, tanto no que diz respeito à eficiência do tratamento de esgoto como à qualidade da água distribuída à população. Esses relatórios estão sendo apresentados mensalmente e este último refere-se ao mês de novembro.  

 “Sorocaba tem sido exemplo nos serviços de saneamento que presta, por meio do Saae, e esse último relatório de monitoramento da agência reguladora confirma essa condição, e ainda com mais propriedade, visto que a fiscalização agora é realizada por um órgão especializado e totalmente isento”, destaca o prefeito.

 De acordo com o diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva, o trabalho de monitoramento apresentado pela ARES-PCJ mostra os pontos onde foram coletadas as amostras para as análises, “tanto do esgoto tratado como da água tratada distribuída, bem como os resultados dos parâmetros analisados em laboratório contratado e isento”.

 No caso da fiscalização da eficiência do tratamento do esgoto, as coletas de amostras foram realizadas na Estação de Tratamento de Esgoto S-2 (ETE S-2), localizada na região do Parque Vitória Régia, e analisaram a Demanda Química e Bioquímica de Oxigênio (DBQ e DBO), que determina a diferença entre a concentração de carga orgânica do esgoto bruto (afluente) que chega à unidade e a de saída (efluente).

 No caso da DBO da amostra coletada, a carga orgânica de entrada na unidade de tratamento foi de 151 miligramas por litro e a de saída foi de 28 mg/l; enquanto que a DQO de entrada foi de 296 mg/l e a de saída foi de 53 mg/l, resultando em eficiência média 81,7%.

 Por sua vez, a coleta para o monitoramento da qualidade da água distribuída à população foi realizada pela agência reguladora em um imóvel localizado no Jardim Novo Horizonte, zona norte da cidade, a partir da qual diversos fatores de potabilidade foram analisados, entre os quais o cloro, que apresentou resultado de 1,6 (é necessário ficar entre 0,2 e 5,0); cor aparente, que apontou 5 (deve ficar no máximo em 15);  flúor, que mostrou 0,8 (deve estar entre 0,6 e 0,8); pH, que deu  7,1 (deve ficar entre 6,0 e 9,5) e turbidez, que apresentou resultado de 0,2 e que de acordo com o Ministério da Saúde deve ficar em no máximo 5,0.

 27 mil análises por mês

 Para monitorar e manter os níveis de eficiência do tratamento de esgoto, dentro dos índices estabelecidos, e da qualidade da água tratada que é distribuída, o Saae/Sorocaba mantém uma rotina que soma 27 mil análises realizadas por mês em seus laboratórios.

 Para o acompanhamento da qualidade da água distribuída em Sorocaba, a autarquia realiza 400 análises diárias e 12 mil mensais. As coletas das amostras são realizadas tanto nas Estações de Tratamento do Cerrado e do Éden, como nas ruas da cidade, e mais especificamente nos cavaletes de chegada da água nos imóveis.

 No caso do esgoto, são realizadas 500 análises diárias e 15 mil mensais, em amostras coletadas nas sete Estações de Tratamento atualmente em operação na cidade.